V O C A I S
A C K U A
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PAULO B.
ADRIANO
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Nasci em Santos numa família em que todos gostavam de música. Meu pai tinha um gosto sofisticado. Gostava de ouvir Stevie Wonder, Ray Charles, Earl Grant, Louis Armstrong e ouvia alguns cantores nacionais como Altemar Dutra, que tinha um vozeirão que fazia tremer o quarteirão. Minha mãe era mais popular, mas nem menos sofisticada. Dizia ela que gostava dos reis, Elvis Presley e Roberto Carlos. Ela tinha todos os disco de ambos e eu, de tabela, passei a conhecer todas as músicas dos reis. Meu tio era Beatlemaníaco. Todos os compactos que saíam na época ele os adquiria no ato. E era uma grana naquela época. Meu avô tocava violão e adorava chorinho. Ele fazia aqueles violões base para aquelas músicas da época, com uma harmonia riquíssima. Ele tocava banjo também, encantado pelas músicas de far-west americano que passavam na televisão como Chaparral, Bonanza, etc... Era só o que passava na época, também. Cresci junto com as grandes bandas de rock da época que eram Deep Purple, Led Zeppelin, Black Sabbath, Alice Cooper. Depois, ainda vieram o Queen, Kiss, Aerosmith, Van Halen, Judas Priest e Iron Maiden. Sendo assim, não foi minha culpa ter um gosto tão eclético e até certo ponto sofisticado, pois considero essas bandas e esses caras até hoje a nata da música. Naquela época você ligava uma rádio e o que se ouvia era isso. Na televisão tinha o Rock Concert com o Nelson Mota apresentando Deep Purple, Kiss,Alice Cooper, etc. Bons tempos!!! Ao mudar para São Paulo, estudei no Jesus Maria José, colégio religioso que dentre uma de suas matérias obrigatórias tinha a música. Lá aprendi a me interessar por instrumentos como violão e piano. Tive as primeiras noções musicais de harmonia e comecei a cantar no coral da igreja. Passada essa fase ginasial, fui chamado para fazer backing vocals numa banda de Heavy Metal que estava começando naquela época, por um grande amigo meu, o Aranha (André Diegues). Naquela tarde de domingo, eu estava super tenso, pois nunca havia feito isso numa banda. O vocalista havia faltado e eu fiquei com a sua vaga. A banda chamava-se Viúva Negra. Depois vieram o Poncio Pilatus, uma grande banda de cover nos anos 80. Tocávamos na noite quase que todos os dias e dava pra ganhar uma grana boa naquela época. Para se ter uma idéia, eu ganhava num final de semana tocando e conhecendo gente bonita, mais do que eu ganhava em um mês com meu salário de escriturário. O Poncio Pilatus foi uma grande banda, que começou a compor coisas interessantes. Ali conheci um grande parceiro, o Krika. Depois dali, vieram o Knock-Out, uma das minhas bandas preferidas, só fazíamos som próprio e durou sete anos. Essa banda teve um relativo sucesso na época, tocando em casas grandes e sempre cheias com público fiel, principalmente na região do ABC e dos extintos Dama-Xoc e Britânia. Depois ainda veio o Big-Balls, banda também de som próprio com outro grande parceiro e amigo o guitarrista Xando Zupo. Compusemos grandes musicas e até hoje deixam saudade. Participei de várias outras bandas de cover, pois nesse país, é preciso sobreviver, dentre elas o Whitesnake Cover, o Vira-Latas, Rock and Hits, Columbia Rock e atualmente na Ackuaband, impulsionado inclusive pelo sucesso do programa Raul Gil, o qual participei como calouro por 7 semanas. Acho que por enquanto é só... Nem sei se isso é um release ao certo, mas é um pedaço da minha vida. Ackua